2 de abr de 2009

O porquê da frustração musical.

Dos meus 16 aos 28 anos de idade, tentei desesperadamente formar uma banda. Fracassei miseravelmente em todas as tentativas!
No começo(há distantes 13 anos), eu nem sabia tocar... ainda não sei, mas pelo menos nestes tempos recentes, eu já era capaz de segurar a onda em uma guita base. Além disso, estava escrevendo melhor e cantando muito melhor!
Mas mesmo aos 16 e sem noção de nada, tive uma atitude rock n´roll pra cacete: troquei meu mega-drive (que não era novo mas estava "bala", pq eu cuidava bem dele) por um baixo todo fodido que nem marca tinha. Foi meu primeiro instrumento, um sacrifício feito em nome do rock... como eu disse, foi uma atitude rock n´ roll; em momento algum, disse que foi uma atitude inteligente!!!
Porém, a burrice maior viria tempos depois: em um acesso de fúria causado pelo estouro de outra corda daquele baixo podre, destruí completamente meu instrumento. E decidi partir para outra...
Até que deu certo! Descolei um violão emprestado e comecei a aprender a tocar, com aquelas revistinhas de música.
Comecei a compor e a partir de então, começaram as tentativas de bandas... naquele tempo, não havia o advento da Internet e tudo era mais difícil. Então, só lá pelos idos de 1999/2000, quando um amigo comprou uma bateria é que conseguimos formar uma banda com guitarras, baixo e bateria. Era uma banda punk chamada VELISNOLIS: queira ou não queira, em latim... Foi tudo muito divertido e tudo muito Rock n´ rooooooll(gritinho do Ozzy) na época dessa banda; através da fórmula: três acordes(oportunos, dada a minha limitação na guitarra!), letras irreverentes, escrachadas e pseudo-rebeldes, chegamos até a fazer "sucesso" entre amigos e amigas. E amigos e amigas dos amigos e amigas! Entendeu?
Mas aí veio a faculdade, a necessidade de trabalhar e outras responsas que vêm com a idade. E entre o queira ou não queira, acabou dando "Não queira". Era o fim da rebeldia de fachada!
Passei então, mais ou menos uns dois ou três anos sem banda nenhuma, só me reunindo de vez em nunca, para sessions que nunca iam além de um primeiro ensaio.
Até que, no segundo semestre de 2003, fui convidado para integrar um despretensioso grupo com alguns amigos... a proposta inicial era tocar covers de Beatles, Hendrix e Doors; mas o projeto(batizado de Sodapop) foi começando a ficar sério e começou também a empolgar. Comecei a compor coisas novas e mais sérias(inspiradas no meu momento introspectivo/deprê que eu vivi naquele ano).
Quando tudo parecia encaminhar para uma trajetória de êxito, começaram as brigas entre o guitarrista, a baixista e o outro guitarrista; eu e o batera assistíamos com cara de besta a cada barraco que acontecia nos ensaios. Tempos depois, a baixista saiu; e um dos guitarristas assumiu o baixo, mas as brigas entre os dois continuaram... e culminaram com o fim precoce da banda, após um único(e bastante elogiado) show.
Deprimido comecei a escrever muito mais, mesmo sem saber quando conseguiria formar outra banda e SE conseguiria.
No ano de 2004, fui chamado por outro amigo(que é baixista) para cantar em um projeto de covers... de reggae!? Resolvi "abraçar" a idéia; meio a contragosto, pois minha idéia de banda sempre foi fazer som próprio, covers só em último caso. Naquele momento, parecia ser o último caso.
Os músicos eram bons e a banda acabou dando certo, tocamos bastante em muitos lugares e, em um desses lugares, arriscamos covers de rock. Deu certo! Tempos depois, havíamos nos convertido ao rock. Mas um guitarrista preguiçoso e um baterista mercenário puseram fim a tudo no final do mesmo ano.
Passei novamente, mais ou menos um ou dois anos sem banda nenhuma, só me reunindo de vez em nunca, para sessions que nunca iam além de um primeiro ensaio e apresentações isoladas.
Até que, em 2006 Lucas(o amigo baixista) me propôs que tocássemos o som próprio, o material que eu havia composto desde a Sodapop até aquele momento. Aceitei!
Batizei o projeto de CORROSIVA; e foi minha tentativa que mais se aproximou do "sucesso" até hoje. Eu acreditei muito nessa banda, investi grana alta, apostei mesmo! As pessoas gostavam das nossas músicas. Chegamos a fazer shows em casas de nome em São Paulo, gravamos cd, tínhamos até uma logomarca ... mas não deu certo, de novo!!!
Aí, eu desencanei de vez.
E acabei carbonizando minha língua, montando uma banda cover de Incubus!
Toco com excelentes músicos que, além disso, são pessoas muito legais... É massa tocar com esses caras, mas ainda é uma banda cover; o que, para mim, é uma grande frustração!
Espero continuar tocando com eles por muito tempo, mas que venha o som próprio!!!

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