23 de mar de 2009

Finalmente, RADIOHEAD! (Parte I)

E lá estava eu, espremido no meio de uma multidão, cansadaço e muito puto com os vários inconvenientes que surgiram por ali... é; uma força maldita estava realmente disposta a conspirar para foder com a apresentação que eu esperava assistir há uns dez anos. Essa força até obteve êxito em alguns momentos do festival e por uns 20 minutos ou 30 minutos do show do RADIOHEAD, mas felizmente ela fracassou!!!
Uma van levou a galera daqui do prédio até a longínqua Chácara do Jóquei, sem maiores problemas, trânsito relativamente tranquilo.
Antes do show, muito eu li sobre a reputação nada amistosa dos arredores da chácara do Jóquei... então, por razões de segurança, levei o mínimo de coisas de valor possível.
Antes porém, passei no supermercado e peguei alguns ítens para subsistência: água, junkie food, bolachas e um pacotinho de bis.
No caminho comprei duas capas de chuva a 10 pila; por conta do Sol(que estava tão forte quanto um halterofilista etíope) e do tempinho que não inspirava muita confiança.
Chegamos lá por volta das 16h30, 17h...
Ao passar pela segurança, o primeiro assalto da noite. O segurança retirou a água, os pacotes de bolacha e o pacote de bis; alegando que aquelas coisas poderiam se tornar armas letais, caso caíssem em mãos mal-intencionadas...
"--Porra, então abre o pacote de bis e eu levo os chocolates fora da embalagem!" - tentei inutilmente persuadir; ao passo que o ogro rebateu:
"--Tem câmera aqui, não posso abrir as coisas confiscadas." - tomado pela pressa e pela ciência de que os seguranças têm um dialeto próprio(o qual não os permite a compreensão do nosso idioma), segui rumo ao(s) show(s).
Lá dentro, os assaltantes agiram novamente! 5 pila em uma latinha de Itaipava é, no mínimo, um insulto a inteligência... por ora, podem me chamar de burro!!!
Fora o copinho de água a 3 conto; outro absurdo, mas água, vá lá...
Quando avistei a pista, fiquei feliz. Saí arrastando minha namorada, até chegarmos a um ponto bacana, a(no máximo!) uns 100 metros do palco.
Aí começou uma garoazinha, que nem incomodava... quando ela parou, começou o show do Los Hermanos.
A galera chegou começou a se espremer e foi possível chegar mais uns 15 metros perto do palco. O show empolgou e fluíu na buena, com os Hermanos afinados, ensaiados e descontraídos... apesar de Marcelo Camelo parecer um pouco tímido, como alguém que acaba de fazer uma coisa muito besta, sei lá! E o saldo do show foi este: 1, 2, 3 agradou e acabou. Até a garoa que voltou a cair no meio do show foi bem-vinda, porque tava um calor insuportável ali no meio!
Com final do show dos LH, começaria meu martírio...
Ao contrário do que eu pensei, ninguém arredou pé dali, pelo contrário, a muvuca ficou mais infernal e aqueles oportunistas espertinhos que ficam se infiltrando no meio da galera, só traziam mais irritação.
Quatro destes, pararam bem na minha frente... Àquela altura, já era necessário um certo malabarismo para ver o palco.
Começa o show do Kraftwerk... eu já imaginava que a música era ruim; mas pelamordeDeus, vai se foder, porra! Aquilo era um lixo sem tamanho; um poperô jurássico com letras imbecis que mais pareciam uma redação feita por uma criança alemã da 4ªsérie, tipo, dá para imaginar a professora: "--E os temas de hoje são: AUTOBAHN e a extinta Trans Europe Express. Divirtam-se!". Na comunidade do Radiohead no Orkut, disseram que só quem não gostou desse show, foram os ignorantes musicais(sic). Porra, então sou um ignorante musical convicto! Eu e os demais 75% que estavam lá, sofrendo e torcendo a cada música para que aquela fosse a última.
Os que levantaram a bandeira em favor do show da banda alemã, alegam que os caras são lendas, pois são os pioneiros do pop eletrônico(oh!); além disso, Thom Yorke já teria se declarado influenciado pelos caras... Fã tapado é assim mesmo: se o Thom Yorke dissesse que tinha influência da Tati quebra-barraco, lá estaria o trouxa no dia seguinte curtindo o som da mulher, achando a coisa mais cult do mundo!!!
O fato é que aquelas batidas, aqueles tecladinhos, aqueles espetáculos visuais multicoloridos que nos anos 80 eram hype e os clips (que mais pareciam filmes do cinema 180º do Playcenter!) já estavam me dando náuseas... e então eu sucumbi. Caí, me sentei e abaixei a cabeça; e, passados uns 5 ou 10 minutos, aquela tortura finalmente chegava ao fim!

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