19 de ago de 2009

Grandes bandas do Mundo Complexo - WAS

We are Scientists é uma banda que originou-se em Claremont(California), em 2000, radicando-se depois em NYC.
Os integrantes são: Keith Murray(guitarra e vocal), Chris Cain(baixo) e Andy Burrow(que substituíu Michael Tapper, na bateria).
Por conta de sua sonoridade, a banda faz mais sucesso na Inglaterra do que nos Estados Unidos...
Conheci o som da banda, há aproximadamente um ano, por intermédio de uma amiga. Achei bem legal: um rock feito de maneira simples, descontraída e sem muitas pretensões. O resultado são músicas muito boas, curtas e de ritmo intenso!
"With love and squalor", é o segundo álbum da banda e meu primeiro contato com o som dos caras; um álbum frenético da primeira à última faixa... e viciante!
Além do supracitado álbum, existem outros dois de estúdio e um só de B-sides. Recomendo todos, mas inicialmente, sugiro que deixem "With love and Squalor" por último, porque, por se tratar da obra-prima dos caras(opinião pessoal), talvez ao escutá-lo primeiro, os outros podem deixar um pouco a desejar.



Da esq. para direita: Cain, Tapper e Keith Murray.

Pelo nome da banda e pelo visual dos caras, fica evidente que se trata de uma banda de Geek, ou, Nerd-Rock. Nerdice de fachada, ou não, além da excelente sonzeira o WAS cumpre bem um outro importante papel, o qual toda banda deveria se preocupar em fazer: o de entreter.
Seja com sessões de fotos engraçadas; seja com clipes muito loucos (como o de "Nobody move, nobody get hurt", no qual, os integrantes fogem desesperadamente de um cara fantasiado de urso de pelúcia); seja com as piadas cretinas em seu website; ou seja dando entrevistas contando fatos fictícios como se fossem verdade; os caras da banda estão sempre entretendo.
Dentre as lorotas contadas por eles, as mais curiosas são as que se referem à forma de como teria surgido o nome da banda: Reza uma das lendas que, certa vez, ao alugarem um carro o funcionário da locadora teria perguntado se os integrantes da banda eram irmãos, diante da resposta negativa, perguntou então se eles eram cientistas.
A outra diz que "We are scientists" foi a resposta que eles deram ao gerente do banco quando este lhes perguntou a profissão; pois eles sabiam que se dissessem que eram músicos nunca conseguiriam o empréstimo para financiar a gravação do cd.
Uma terceira lenda diz que, nos tempos de faculdade, nerds autênticos resolveram atacar os membros da banda, em represália à falsa nerdice desses... quando a sova era iminente, um dos integrantes da banda teria gritado: "--Stop! We are scientists!!!".
Muitas outras divertidas cascatas como estas podem ser conferidas no www.wearescientists.com ; você vai saber como um prêmio na loteria mudou a trajetória da banda!
Vale conferir. O site, as histórias e, principalmente, o som dessa excelente banda!!!

7 de ago de 2009

John Hughes - 18/02/1950 - 06/08/2009

Faleceu ontem em Manhattan o diretor, produtor e roteirista John Hughes.



Ele deixa um legado de vários clássicos dos anos 80, que despretensiosamente, acabaram tornando-se cults, tais como: "O Clube dos cinco"; "Mulher nota 1000"; "Antes só do que mal acompanhado" e a obra-prima "Curtindo a vida adoidado".

Fica aqui, registrada a homenagem!

15 de abr de 2009

Grandes bandas do Mundo Complexo - CAKE

A banda de Sacramento, California, formou-se em 1991 e continua fazendo uma puta sonzeira até hoje!!!
Conheci o som dos caras lá pelos idos de 1999, não me lembro muito bem o mês; o que me lembro, é que comprei de uma só vez, os 3 primeiros cd´s dos caras. E o melhor: a preço de banana(5 reais cada, se não me engano!).
Quando cheguei em casa e escutei os cd´s achei aquele som surreal(até hoje acho) e constatei que tinha feito uma das melhores compras da minha vida!

Um dos cd´s, era "Fashion Nugget"...



Simplesmente, o melhor álbum dos caras (na minha opinião!); é o que contem a versão que os caras fizeram para a viática "I will survive" de Gloria Gaynor... que é mais um dos casos em que a cover é melhor do que a versão original. Esta música foi um dos singles deste álbum, mas como trata-se de um álbum foda do começo ao fim, há outras muito melhores(não que I will survive não seja excelente, que fique claro!) e uma delas é: "It´s coming down", que conta com arranjos de metais e backing vocals que (e)levam quem está ouvindo a um estado hipnótico. Foi também em Fashion nugget que o CAKE teve sua melhor formação, que era esta:



Com John McCrea(voz, guitarra, órgão e queixada/vibraslap), Vince DiFiore(trompete, teclados e percussão), Greg Brown(guitarra, vocais), Victor Damiani(Baixo) e Todd Roper(bateria). Desta formação, só restaram John McCrea e Vince DiFiore; os demais, saíram em 1998 para formar o Deathray, uma bandinha horrorosa de ruim que acabou há algum tempo...
Enquanto o CAKE seguiu; com formações diferentes, mas sempre como uma excelente banda que faz um som muito bom, honesto e sem firulas!
Eles passaram pelo Brasil duas vezes: em 1999(pouco antes de eu conhecer o som dos caras) e em 2005, quando praticamente não houve divulgação do evento e eu, infelizmente, só fiquei sabendo do show muito tempo depois!
Que eles não demorem a voltar porque, desta vez, eu estarei atento à agenda dessa grande banda!!!

2 de abr de 2009

O porquê da frustração musical.

Dos meus 16 aos 28 anos de idade, tentei desesperadamente formar uma banda. Fracassei miseravelmente em todas as tentativas!
No começo(há distantes 13 anos), eu nem sabia tocar... ainda não sei, mas pelo menos nestes tempos recentes, eu já era capaz de segurar a onda em uma guita base. Além disso, estava escrevendo melhor e cantando muito melhor!
Mas mesmo aos 16 e sem noção de nada, tive uma atitude rock n´roll pra cacete: troquei meu mega-drive (que não era novo mas estava "bala", pq eu cuidava bem dele) por um baixo todo fodido que nem marca tinha. Foi meu primeiro instrumento, um sacrifício feito em nome do rock... como eu disse, foi uma atitude rock n´ roll; em momento algum, disse que foi uma atitude inteligente!!!
Porém, a burrice maior viria tempos depois: em um acesso de fúria causado pelo estouro de outra corda daquele baixo podre, destruí completamente meu instrumento. E decidi partir para outra...
Até que deu certo! Descolei um violão emprestado e comecei a aprender a tocar, com aquelas revistinhas de música.
Comecei a compor e a partir de então, começaram as tentativas de bandas... naquele tempo, não havia o advento da Internet e tudo era mais difícil. Então, só lá pelos idos de 1999/2000, quando um amigo comprou uma bateria é que conseguimos formar uma banda com guitarras, baixo e bateria. Era uma banda punk chamada VELISNOLIS: queira ou não queira, em latim... Foi tudo muito divertido e tudo muito Rock n´ rooooooll(gritinho do Ozzy) na época dessa banda; através da fórmula: três acordes(oportunos, dada a minha limitação na guitarra!), letras irreverentes, escrachadas e pseudo-rebeldes, chegamos até a fazer "sucesso" entre amigos e amigas. E amigos e amigas dos amigos e amigas! Entendeu?
Mas aí veio a faculdade, a necessidade de trabalhar e outras responsas que vêm com a idade. E entre o queira ou não queira, acabou dando "Não queira". Era o fim da rebeldia de fachada!
Passei então, mais ou menos uns dois ou três anos sem banda nenhuma, só me reunindo de vez em nunca, para sessions que nunca iam além de um primeiro ensaio.
Até que, no segundo semestre de 2003, fui convidado para integrar um despretensioso grupo com alguns amigos... a proposta inicial era tocar covers de Beatles, Hendrix e Doors; mas o projeto(batizado de Sodapop) foi começando a ficar sério e começou também a empolgar. Comecei a compor coisas novas e mais sérias(inspiradas no meu momento introspectivo/deprê que eu vivi naquele ano).
Quando tudo parecia encaminhar para uma trajetória de êxito, começaram as brigas entre o guitarrista, a baixista e o outro guitarrista; eu e o batera assistíamos com cara de besta a cada barraco que acontecia nos ensaios. Tempos depois, a baixista saiu; e um dos guitarristas assumiu o baixo, mas as brigas entre os dois continuaram... e culminaram com o fim precoce da banda, após um único(e bastante elogiado) show.
Deprimido comecei a escrever muito mais, mesmo sem saber quando conseguiria formar outra banda e SE conseguiria.
No ano de 2004, fui chamado por outro amigo(que é baixista) para cantar em um projeto de covers... de reggae!? Resolvi "abraçar" a idéia; meio a contragosto, pois minha idéia de banda sempre foi fazer som próprio, covers só em último caso. Naquele momento, parecia ser o último caso.
Os músicos eram bons e a banda acabou dando certo, tocamos bastante em muitos lugares e, em um desses lugares, arriscamos covers de rock. Deu certo! Tempos depois, havíamos nos convertido ao rock. Mas um guitarrista preguiçoso e um baterista mercenário puseram fim a tudo no final do mesmo ano.
Passei novamente, mais ou menos um ou dois anos sem banda nenhuma, só me reunindo de vez em nunca, para sessions que nunca iam além de um primeiro ensaio e apresentações isoladas.
Até que, em 2006 Lucas(o amigo baixista) me propôs que tocássemos o som próprio, o material que eu havia composto desde a Sodapop até aquele momento. Aceitei!
Batizei o projeto de CORROSIVA; e foi minha tentativa que mais se aproximou do "sucesso" até hoje. Eu acreditei muito nessa banda, investi grana alta, apostei mesmo! As pessoas gostavam das nossas músicas. Chegamos a fazer shows em casas de nome em São Paulo, gravamos cd, tínhamos até uma logomarca ... mas não deu certo, de novo!!!
Aí, eu desencanei de vez.
E acabei carbonizando minha língua, montando uma banda cover de Incubus!
Toco com excelentes músicos que, além disso, são pessoas muito legais... É massa tocar com esses caras, mas ainda é uma banda cover; o que, para mim, é uma grande frustração!
Espero continuar tocando com eles por muito tempo, mas que venha o som próprio!!!

26 de mar de 2009

Finalmente, RADIOHEAD! (Parte II)

Demorei para a segunda postagem, eu sei! Mas é que o show me deixou em um estado inexplicável; um lance meio hipnótico, uma sensação de incredulidade, sei lá... Só sei que assim eu permaneci por todos estes dias. Postar sobre o show dos Los Hermanos e do Kraftwerk foi fácil; eu estava lá vendo a apresentação e ouvindo cada música, mas com o RADIOHEAD foi diferente... demorou para "cair minha ficha" de que realmente tinha acontecido e eu estava lá! Foi ontem, ou anteontem, qd comecei a descarregar as fotos e os videos do show no meu micro que comecei a me dar conta de tudo o que tinha acontecido; então "flashes" do show começaram a passar em minha cabeça e a cada foto, me lembrava daquele exato momento e do que acontecia naquela hora.
"--Pultaqueopariu, que foda!" - pensei.
Desde 1999 esperando por isso e, qd finalmente acontece, eu assisto a tudo como alguém que acabara de sofrer uma lobotomia. No show, tinha gente chorando; tinha gente berrando; tinha gente cantando todas as músicas do começo ao fim e teve gente que passou o show inteiro xingando a banda, mas não por não estarem gostando da apresentação e sim, pela banda ser tão foda... E tinha a galera da lobotomia(grupo do qual eu fazia parte!), que não conseguia gritar, não chorava, não xingava, simplesmente NÃO ACREDITAVA. Às vezes, o povo da lobotomia conseguia sair do transe hipnótico e cantava uma faixa inteira; quando isso acontecia, seguiam-se ataques histéricos, movimentos espasmódicos involuntários, grunhidos incompreensíveis, assobios e palmas freneticamente desordenadas.
Quando o camundongo epilético mais foda do mundo, o Dr. House, o multi-instrumentista esquisito daltônico, o Ringo Starr do baixo e o careca que parece um assassino profissional subiram no palco e começaram a tocar 15 Step, eu simplesmente me desliguei da realidade. Tudo bem que um tremendo inconveniente estava ocorrendo ali onde eu estava... esse inconveniente durou até "The Gloaming", quando a situação(que agora não vem ao caso) se tornou insustentável e eu preferi trocar de lugar, indo um pouco mais para trás para não estragar o show. Essa troca não prejudicou em nada a visão do palco e, a partir de então, pude curtir muito melhor meu estado hipnótico ante a apresentação memorável, a puta presença de palco de todos integrantes, a iluminação surreal e o som impecável! Saí por alguns instantes do transe e consegui filmar um trechinho de Faust Harp... depois voltei, e depois saí de novo; para quase morrer em: "Exit music(for a film)", que, para mim, foi o melhor e mais emocionante momento do show... as palmas desconjuntadas da galera tentando acompanhar a música, quase puseram tudo a perder, mas os panacas se tocaram logo e pararam com aquilo.
O show também teve momentos inusitados: O Thom riu; o Jonny falou; e o Ed mandou um "--Bom pra caralho!", enquanto Thom cantava "You and whose army"(com a microcâmera instalada no piano dando um close no rosto dele)... Teve também o momento "Paranoid Android", que só quem estava lá vai entender o que eu estou falando; porque posso descrever aqui esse momento em palavras(com já vi em tantos outros blogs), mas a sensação proporcionada por aquele momento, é indescritível!!!

No final do show, Thom se ajoelhou e agradeceu a galera... Seria justo eu passar o resto dos meus dias de joelhos, em agradecimento à banda por um dos melhores momentos da minha vida!

video

23 de mar de 2009

Finalmente, RADIOHEAD! (Parte I)

E lá estava eu, espremido no meio de uma multidão, cansadaço e muito puto com os vários inconvenientes que surgiram por ali... é; uma força maldita estava realmente disposta a conspirar para foder com a apresentação que eu esperava assistir há uns dez anos. Essa força até obteve êxito em alguns momentos do festival e por uns 20 minutos ou 30 minutos do show do RADIOHEAD, mas felizmente ela fracassou!!!
Uma van levou a galera daqui do prédio até a longínqua Chácara do Jóquei, sem maiores problemas, trânsito relativamente tranquilo.
Antes do show, muito eu li sobre a reputação nada amistosa dos arredores da chácara do Jóquei... então, por razões de segurança, levei o mínimo de coisas de valor possível.
Antes porém, passei no supermercado e peguei alguns ítens para subsistência: água, junkie food, bolachas e um pacotinho de bis.
No caminho comprei duas capas de chuva a 10 pila; por conta do Sol(que estava tão forte quanto um halterofilista etíope) e do tempinho que não inspirava muita confiança.
Chegamos lá por volta das 16h30, 17h...
Ao passar pela segurança, o primeiro assalto da noite. O segurança retirou a água, os pacotes de bolacha e o pacote de bis; alegando que aquelas coisas poderiam se tornar armas letais, caso caíssem em mãos mal-intencionadas...
"--Porra, então abre o pacote de bis e eu levo os chocolates fora da embalagem!" - tentei inutilmente persuadir; ao passo que o ogro rebateu:
"--Tem câmera aqui, não posso abrir as coisas confiscadas." - tomado pela pressa e pela ciência de que os seguranças têm um dialeto próprio(o qual não os permite a compreensão do nosso idioma), segui rumo ao(s) show(s).
Lá dentro, os assaltantes agiram novamente! 5 pila em uma latinha de Itaipava é, no mínimo, um insulto a inteligência... por ora, podem me chamar de burro!!!
Fora o copinho de água a 3 conto; outro absurdo, mas água, vá lá...
Quando avistei a pista, fiquei feliz. Saí arrastando minha namorada, até chegarmos a um ponto bacana, a(no máximo!) uns 100 metros do palco.
Aí começou uma garoazinha, que nem incomodava... quando ela parou, começou o show do Los Hermanos.
A galera chegou começou a se espremer e foi possível chegar mais uns 15 metros perto do palco. O show empolgou e fluíu na buena, com os Hermanos afinados, ensaiados e descontraídos... apesar de Marcelo Camelo parecer um pouco tímido, como alguém que acaba de fazer uma coisa muito besta, sei lá! E o saldo do show foi este: 1, 2, 3 agradou e acabou. Até a garoa que voltou a cair no meio do show foi bem-vinda, porque tava um calor insuportável ali no meio!
Com final do show dos LH, começaria meu martírio...
Ao contrário do que eu pensei, ninguém arredou pé dali, pelo contrário, a muvuca ficou mais infernal e aqueles oportunistas espertinhos que ficam se infiltrando no meio da galera, só traziam mais irritação.
Quatro destes, pararam bem na minha frente... Àquela altura, já era necessário um certo malabarismo para ver o palco.
Começa o show do Kraftwerk... eu já imaginava que a música era ruim; mas pelamordeDeus, vai se foder, porra! Aquilo era um lixo sem tamanho; um poperô jurássico com letras imbecis que mais pareciam uma redação feita por uma criança alemã da 4ªsérie, tipo, dá para imaginar a professora: "--E os temas de hoje são: AUTOBAHN e a extinta Trans Europe Express. Divirtam-se!". Na comunidade do Radiohead no Orkut, disseram que só quem não gostou desse show, foram os ignorantes musicais(sic). Porra, então sou um ignorante musical convicto! Eu e os demais 75% que estavam lá, sofrendo e torcendo a cada música para que aquela fosse a última.
Os que levantaram a bandeira em favor do show da banda alemã, alegam que os caras são lendas, pois são os pioneiros do pop eletrônico(oh!); além disso, Thom Yorke já teria se declarado influenciado pelos caras... Fã tapado é assim mesmo: se o Thom Yorke dissesse que tinha influência da Tati quebra-barraco, lá estaria o trouxa no dia seguinte curtindo o som da mulher, achando a coisa mais cult do mundo!!!
O fato é que aquelas batidas, aqueles tecladinhos, aqueles espetáculos visuais multicoloridos que nos anos 80 eram hype e os clips (que mais pareciam filmes do cinema 180º do Playcenter!) já estavam me dando náuseas... e então eu sucumbi. Caí, me sentei e abaixei a cabeça; e, passados uns 5 ou 10 minutos, aquela tortura finalmente chegava ao fim!